Trailer de “Melancholia”, de Lars Von Trier
08/04/2011 Deixe um comentário
Adorei! E só arrisco dizer uma coisa sobre o filme: tem vampiro Eric no elenco! ♥
08/04/2011 Deixe um comentário
Adorei! E só arrisco dizer uma coisa sobre o filme: tem vampiro Eric no elenco! ♥
17/02/2011 2 Comentários
O cineasta Ralph Arlyck conheceu o garoto Sean Farrell durante a revolução cultural da década 60 em São Francisco, mais especificamente na famosa vizinhança de Haight-Ashbury, berço do movimento hippie, onde Ralph havia se mudado para fazer faculdade.
Nessa época, a cidade passava por uma verdade revolução. Ralph conta que o campus da Universidade de São Francisco vivia cheio de policiais reprimindo com violência os movimentos que surgiam quase que diariamente. Sua vizinhança foi inundada por malucos e idealistas vindos de todas as partes do país. Em meio a tudo isso, no mesmo prédio onde morava, vivia o pequeno Sean, num apartamento “comunitário”, habitado por hippies e estusiastas do amor livre. Vindo de uma família conservadora da costa Leste dos Estados Unidos, Ralph não cansava de ficar impressionado com o que via, até que decidiu documentar tudo em vídeo.
Com declarações bastante francas do tipo “claro, eu fumo maconha”, a conversa casual com o garoto de 4 anos e toda a sua honestidade de criança sintetizaram o espírito de uma época e revelou os bastidores de um movimento que marcou a década.
Trinta anos, três gerações e uma vida depois, Arlyck volta a São Francisco em busca de Sean e, para a sua surpresa, o que encontra lhe diz muito mais sobre sua própria vida, suas escolhas e sua história do que qualquer outra coisa.
O documentário, que é de 2005, está dividido em seis partes – em inglês e sem legendas. Muito bom!
16/02/2011 Deixe um comentário
Mimetic Desire é um filme de moda incrível com o modelo Nicolas Ripoll (FUCK YEAH NICOLAS RIPOLL!!!) feito em parceria entre o diretor de arte Jaime Rubiano e o cineasta Jason Last.
12/01/2011 Deixe um comentário
Sabe aquelas histórias de pessoas que compram um quadro numa feira de antiguidade e depois descobrem que a peça vale milhões? Essa história emocionante mostrada pelo Chicago Tonight é parecida com uma delas. Só que nesse caso, o tesouro pode ter revelado também um dos maiores nomes da fotografia do século XX: uma babá que morou em Chicago nos anos 50 chamada Vivian Maier.
Não se sabe muito sobre ela, só que nasceu em Nova Iorque, cresceu indo e vindo entre Estados Unidos e França, depois estabeleceu-se em Chicago, onde trabalhou como babá entre 1950 até meados dos anos 90. Era uma pessoa solitária, falava com um certo sotaque francês, tinha opiniões bastante sólidas sobre cinema e política e andava sempre com sua Rolleiflex nos seus dias de folga.
A genialidade da fotografia de Vivian ficou guardada nos porões da casa onde alugava um modesto quarto em Chicago até que, em 2007, o corretor de imóveis John Maloof, que se dedicava a uma pesquisa para o um livro sobre sua vizinhança, arrematou uma caixa de negativos num leilão na esperança de que algumas das imagens pudessem ilustar o seu livro, o que não aconteceu. Entretanto, o que os mais de 30 mil negativos encontrados revelaram o deixou sem folêgo.
Depois de confirmar o potencial de sua descoberta, John começou um trabalho incansável de pesquisa e catalogação da vida e da obra de Vivian Maier, enquanto aguarda o reconhecimento das principais instituições de arte do mundo, que certamente acontecerá em breve, além da esperada recompensa pelo seu esforço. As fotos são incríveis:
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E aqui a matéria do Chicago Tonight e o blog criado por Maloof dedicado ao trabalho de Vivian.
12/01/2011 1 Comentário
Achei incrível esse clipe do espanhol Pablo Díaz-Reixa. Conhecido pelo stage name de El Guincho e influenciado por bandas como Animal Collective e Os Mutantes, ele faz uma mistura sensacional de afrobeat, dub, tropicália e rock. Adorei!
E pra quem quer saber mais sobre o Pablo, uma entrevista dele para a Go Mag:
07/01/2011 Deixe um comentário
Fiquei emocionado com esse filme produzido por Tyler Manson para a Intel sobre a experiência visual de Scott Schuman, dono do famoso blog de moda The Sartorialist. Scott conta que se sente privilegiado por passar parte do seu dia se dedicando a capturar imagens de pessoas estilosas pelas ruas de Nova Iorque e como se dá essa processo, que ele mesmo descreve como ‘se deixar seduzir e se apaixonar várias vezes por dia pelo que chama sua atenção’, e sua reação é fazer a foto sem pensar muito no valor estético daquilo.
Mas o mais inspirador pra mim é quando ele fala sobre como a falta de conhecimento de fotografia terminou funcionando positivamente pra ele. E continua mais ou menos assim: “se você perguntar a qualquer pessoa que trabalha com criatividade, todas elas dirão que fizeram vários cursos e à medida que se tornam profissionais, seus conhecimentos ficam mais estreitos, o que não foi o meu caso. Mas se, por exemplo, um chef de cozinha é bom de verdade, ele só precisa de 5 ou 6 ingredientes para criar o melhor prato que você já comeu na vida. E assim que a maioria dos fotógrafos gostariam de ser também: conseguir criar a mais bela imagem da maneira mais simples possível.”
06/01/2011 1 Comentário
“Em tempos de paz, mulheres são discriminadas. Em tempos de guerra, elas são o alvo.”
Bastante impressionado com as situações de conflito nas áreas mais pobres e violentas do mundo, o fotógrafo francês JR decidiu conhecer de perto e documentar a vida de grupos de mulheres incrivelmente corajosas e tornar público suas histórias horrendas, além da indescritível capacidade de luta e superação que habita cada uma delas. A partir daí concluiu: as mulheres desses lugares são verdadeiras heroínas.
Circulando em meio aos motins nos bairros pobres do Quênia até os incontáveis relatos de assassinatos de bandidos e pessoas inocentes na guerra do tráfico nas favelas do Rio de Janeiro, passando pelas vítimas da violência ainda em consequência da guerra civil no Camboja e tantas outras situações extremas em países pobres como Serra Leoa, Libéria e Sudão, JR observou uma característica em comum entre as mulheres que enfrentam realidades tão adversas. Através de suas lentes, conseguiu traçar um paralelo entre essas histórias, além de mostrar para as próprias comunidades os registros através de lambe-lambes posicionados em lugares estratégicos. Ele conta: “fomos até esses lugares conhecer mulheres que lutam pela sobrevivência, que passam por muitos problemas e cujas vidas são muito duras. Todas queriam dividir suas histórias, e quando as escutávamos, pensávamos: ‘nossa! Essa pessoa deve estar morta por dentro.’ Mas daí pedíamos que fizessem pose para a foto, e o que enxergamos foi VIDA! Então eu disse: ‘vou voltar aqui e e expor a sua foto pra que você e toda comunidade possam ver”. Em Março do ano passado, algumas dessas imagens também ilustraram muros, trens e telhados em Paris.
Inicialmente apenas um projeto fotográfico, o material acabou virando um documentário chamado Women are Heroes, apresentado no Festival de Cannes no ano passado e com estreia prevista para o dia 12.
26/11/2010 Deixe um comentário
Bullying, o ato, não é novidade pra ninguém. O termo sim, talvez seja recente pra muita gente, mas a violência física ou psicológica intencional e repetida que define o bullying, com o objetivo de intimidar ou agredir pessoas sem a capacidade de se defender, não. O tema só recentemente tomou conta da grande mídia no Brasil e no mundo e muitas campanhas surgiram como a incrível It Gets Better, que pretende diminuir o número de adolescentes homossexuais que cometem suicídio todos os dias nos Estados Unidos em decorrência do preconceito e perseguição que sofrem, principalmente nas escolas. O projeto foi aderido por astros teens, empresas renomadas e artistas em geral, além de um número gigante de pessoas que mandaram seus vídeos caseiros contando sobre suas experiências pessoais e como um dia as coisas melhoram, apesar de tudo.
As discussões sobre esse tipo agressão começaram ainda no século XIX na Europa e nos Estados Unidos, e justamente por causa disso alguns desses países já contam com algumas políticas para combatê-la. Nos Estados Unidos, um dos maiores gênios dos quadrinhos, o Charles M. Schulz foi pioneiro em trazer a discussão pro universo infanto-juvenil com o memorável personagem Charlie Brown, que recentemete completou 60 anos. O garoto desajeitado da camiseta amarela, introspectivo e melancólico, cheio de reflexões sobre as relações sociais, simples e complexas ao mesmo tempo. Peanuts, como ficaram conhecidos os “amigos do Snoopy“, tratavam sobre temas como depressão, sarcasmo e o próprio bullying, como nesse episódio He’s a bully, Charlie Brown. Pra sempre na minha memória! ♥
26/11/2010 Deixe um comentário

Preciso confessar que eu tenho uma preguiça gigante de procurar quais são as bandas mais sensacionais de todos os tempos da última semana que ninguém ouviu falar, antes que, claro, se tornem mainstream. Mas de vez em quando é bem bom descobrir umas bandas assim, né? O fato é que me apaixonei por Seabear, que são lá da terra da Björk, desde que uma música deles entrou no soundtrack de Grey’s Anatomy. Acho maravilhosa e super precisa a definição do som deles no MySpace:
Seabear sounds like:
E pra quem <3 Grey’s Anatomy como eu, essa foi a música que tocou no s06e17:
E se gostar, vale também seguir no Twitter, viu? Eles twittam poquíssimo na língua germânica setentrional deles, a.k.a. islandês!
20/10/2010 Deixe um comentário
Achei bacana a iniciativa do pessoal da IDEO de discutir o futuro do livro e as oportunidades que podem surgir para os autores, editores e varejistas, assim como as importantes mudanças estruturais na indústria. Dá pra se inteirar sobre a discussão tanto em fóruns em redes sociais quanto assistindo a esse vídeo incrível onde são imaginados três diferentes interfaces de tablets: Nelson, Coupland e Alice. Cada uma delas apresenta focos distintos e um mundo de possibilidades de integração com gadgets e grupos sociais.
26/08/2010 Deixe um comentário
Clipe de Mapa-Múndi de Thiago Pethit, dirigido por Renata Chebel. Foi direto pra estante mental e ganhou destaque na parte das coisas que tocam o coração profundamente. ♥
Todo mundo já postou esse clipe maravilhoso e eu já vi mil vezes hoje, mesmo assim eu fiz questão de deixar aqui registrado também. Assim, sempre que eu der uma olhada nos meus posts antigos, lembro de apertar no play e me deliciar mais um vez.
23/08/2010 Deixe um comentário
Texto e performance incríveis do Raffiz, do Eu Não Sou Marinheiro.
Minha solidão não é desacompanhada de indivíduos.
Minha solidão tem nome, pele e ouvidos.
Tem hora pra chegar,
E não tem hora pra dormir.
Desvairada, se esparrama na cama.
Goza, se lambuza,
treme e amaldiçoa.
Se instala entre estalos de ossos,
Ecoa absoluta.
Na sua imensidão ocre
despeja insalubridade por cada poro aberto.
Fatiga, suga, consome irresponsável,
eterniza o quase insuportável,
dilacera membranas esperançosas,
cospe no orgulho até arder.
Se derrama,
abundante.
Quando não se agüenta mais, levanta e sai,
Não olha pra trás.
Bate a porta.
Me abandona em pedaços insensatos,
sem desejo de desejar,
ansioso por preencher o volume desse espaço corrompido.