Outros sonhos

Sonhei que o fogo gelou, sonhei que a neve fervia, sonhei que ela corava quando me via. Sonhei que ao meio-dia havia intenso luar e o povo se embevecia. Se empetecava João, se impiriquitava Maria. Doentes do coração dançavam na enfermaria e a beleza não fenecia. Belo e sereno era o som que lá no morro se ouvia. Eu sei que o sonho era bom porque ela sorria até quando chovia. Guris inertes no chão falavam de astronomia, e me jurava o diabo que Deus existia. De mão em mão o ladrão relógios distribuía e a polícia já não batia. De noite raiava o sol que todo mundo aplaudia. Maconha só se comprava na tabacaria, drogas na drogaria. Um passarinho espanhol cantava esta melodia e com sotaque esta letra de sua autoria. Sonhei que o fogo gelou, sonhei que a neve fervia e por sonhar o impossível, ai, sonhei que tu me querias.

Soñé que el fuego heló, soñé que la nieve ardia y por soñar lo impossible, ay, ay. Soñe que tu me querias!

Outros Sonhos, Chico Buarque.

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Fotos da irlandesa Helen Warner, que cria cenários de sonhos – ou pesadelos – sem photoshop e muita criatividade.

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Sobre Felipe Lins
Onde eu nasci passa um rio.

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