Cabelo à pirulito

Lê lê ô, saudade…

A imagem eu achei aqui e só lembrei disso:

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What I Saw Today ♥

Richard Haines criou um blog de ilustrações pra catalogar as coisas que os rapazes de Nova Iorque estão vestindo, além de outras coisas que o inspiram, é o incrível What I Saw Today

“New York is an endless runway. Watching people is as compelling today as it was when I first moved here many years ago. My design eye is informed by working with some of the best in the business – Calvin Klein, Bill Blass, Perry Ellis and Sean Combs. They taught me how to look at fabric, shape, color. I’m taking that knowledge and combining it with my love of illustration to record what I see around me – the vital and always changing style of guys in New York”

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Gente que sabe o seu lugar

Gente que Sabe o seu Lugar (Apartheid Brasileiro, 4 de 4)

Desde que passei a morar fora, o que mais me incomoda nas visitas ao Brasil é o modo deferente como sou tratado pelas pessoas que acham que são inferiores a mim, pelas pessoas que pertencem à casta dos intocáveis, pelas pessoas que aprenderam desde cedo a respeitar todos os caprichos dos sinhôzinhos (até mesmo os de oito anos!), pelas pessoas que olham pra baixo, não respondem, não questionam, não criam caso.

Eu fico doente, incomodado, enojado, não sei o que fazer, não sei onde me enfiar. O porteiro vem falar comigo alguma coisa do prédio, já com aquele tom servil, já se desculpando por tomar o meu ó tão precioso tempo, e eu tenho vontade de pegá-lo pela gola e gritar: “Você sabe que você é igual a mim, não é? Que eu sou você e que você só eu? Que a única coisa que realmente nos separa foi a barriga de onde saímos? Que se você tivesse nascido em berço esplêndido e ido à Europa, também estaria fazendo Phd, dirigindo empresa montada pelo papai ou sendo vice-presidente de multinacional – como tantos dos meus coleguinhas mais burros, tão burros quanto o mais burro porteiro, mas que estudaram em boas escolas, têm pais ricos e contatos influentes?”

Mas eu sei o que ele iria dizer. Ele diria “sim, senhor, claro, claro, sim, senhor, se o senhor diz!” Sacudi-lo pela lapela só o deixaria mais humilhado, só o deixaria mais convicto de que, diante dos caprichos insondáveis dos sinhôzinhos, melhor mesmo baixar a cabeça, concordar com tudo e fazer bem o serviço. Não vale a pena tentar entender, a vida deles é muito diferente da nossa, é outra realidade!

Como qualquer animal, inclusive eu e você, os nossos intocáveis são perfeitamente adaptados ao seu meio ambiente. Desde cedo, seus pais lhe inculcam o mais abjeto servilismo, pois bem sabem que é a melhor arma na luta pela sobrevivência. Os patrões estão sempre certos e não adianta responder, questionar, perguntar. As flies to wanton boys. Acabam com nossa vida em um momento de mau-humor e nem vão lembrar depois. Ninguém quer empregada perguntadeira, motorista com opiniões, caseiro respondão. Eles têm a realidade deles e nós, a nossa. Melhor não se misturar, não fazer amizade, não compreender. Manter sempre a distância.

Uma vez, almoçando na casa de uma amiga, ela chamou o motorista para se sentar e comer conosco, ao que se seguiram duas cenas paradigmáticas do apartheid brasileiro. Primeiro, ele, galantemente, humildemente, abjetamente, recusou: “Não, obrigado, madame, o que é isso?”

Eu não esqueço aquela expressão de onde já se viu no seu rosto, como se ele realmente, sinceramente, completamente se acreditasse mesmo em um nível diferente do nosso: imagina alguém como EU sentado à mesa com gente como VOCÊS!, seria impensável!, ele parecia estar dizendo. E também paradigmático foi o comentário em tom de confidência vitoriosa da minha amiga: “Está vendo como ele é incrível? O melhor motorista que já tive. E ainda por cima sabe o seu lugar!”

Sim, ele sabe. E ela também. Como sempre, o deslocado da história, quem não parece entender nada, quem não sabe seu lugar, sou eu. Entre essa patroa e esse motorista, qual é o meu lugar? Será que quero ter algum lugar nessa comédia de horrores? Será que meu lugar não é aqui, do lado de fora, observando, lembrando e escrevendo, tentando fazer vocês verem o horror de uma cena que talvez lhes pareça banal?

Não é uma má definição de arte engajada: tornar contagioso o horror.

(Alex Castro)

Eu me identifico demais com os textos do Alex Castro e ando sonhando com o livro de crônicas dele de presente de Natal, hein, super dica! A ilustração é do sueco Anton Weflo.

O sonho fabuloso da Ana

“I will show you how dreams are prepared. People think it’s a very simple and easy process but it’s a bit more complicated than that. As you can see, a very delicate combination of complex ingredients is the key. First, we put in some random thoughts and then we add a little bit of reminiscences of the day mixed with some memories from the past (that’s for two people). Love, friendships, relationships and all those “ships” together with songs you heard during the day, things you saw and also… personal…

In dreams, emotions are overwhelming.”

(Trecho do filme The Science of Sleep)

Um mundo inteiro espera por você quando a luz se apaga. Nossa imaginação faz maravilhas quando ninguém está assistindo. Em nossos sonhos se encontram figuras infantis, formas aleatórias e resquícios de memórias.

Ana Somnia é um projeto de arte generativa que simula como sonhamos, combinando animação, sons e códigos. As ilustrações de Kim Köstler se fundem em permutações múltiplas, aparentemente iguais, mas diferentes de cada vez. Liguem a câmera e apaguem a luz para entrar no mundo dos sonhos da Ana.

A criação é do estúdio Rostlaub, que cria mundos de beleza mórbida, combinando arte, design, música e programação.

Confissões

Tô apaixonado por esse blog de ilustrações e pensamentos rabiscados, o Dona Margot. A dona do blog, Veridiana, nos presenteia com uma ilustração super fofa toda segunda-feira numa seção chamada Confissão de Segunda. Achei engraçado como um segredinho not so nice sobre ela mesma se transforma em uma coisa fófis quando é associado a uma ilustraçãozinha. Hahahaha

ilustrações de viagem

Como eu já disse por aqui antes, eu adoro viajar. Mas não só a parte de ir pra algum lugar novo e interessante, mas a parte da viagem em si, o caminho, o meio. Então é claro que eu tinha que me apaixonar perdidamente por projetinhos como esse do ilustrador Christoph Niemann (O mesmo do I Lego NY). A série de ilustrações conta com riqueza de detalhes as diversas situações engraçadas de uma viagem de Nova Iorque até Berlim, com escala em Londres. Que maneira incrível de passar o tempo, né?

ilustrações de santiago salvador

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