Crescendo no Japão ♥

Nagano Toyokazu, o pai de Mia e Kanna, essas duas irmãs japonesas lindas, tira fotos incríveis de suas filhas, tanto naturalmente quanto crianto criando narrativas fictícias. Ele conta que quer apenas que elas tenham boas lembranças de momentos incríveis de suas infâncias.

Algumas fotos das meninas estão no Flickr Group maravilhoso Please Donate For Japan Earthquake, que reúne imagens de um Japão sereno do qual as pessoas estão habituadas, bem diferente do cenário de tragédia atual por conta do terremoto e tsunami, além de fotos de pessoas ajudando como podem ao redor do mundo.

As fotos incríveis são do Flickr incrível do Toyokazu.

Janela da alma

Diz-se que o mais importante para qualquer fotógrafo é o olhar, capaz de reconhecer o momento exato de acionar o gatilho de sua máquina para uma foto perfeita. É difícil imaginar fazer isso de olhos fechados, senão impossível. Pete Eckert, no entanto, mostra nesse documentário emocionante, que é sim um fotógrafo incrível e uma pessoa extremamente visual, mesmo sendo completamente cego.

Pete já ganhou vários prêmios em concursos internacionais de fotografia e tem espaço garantido em exposições em galerias importantes do mundo. Sua história me lembrou um outro documentário incrível que eu tive a felicidade de achar, na íntegra, no Google Videos, o Janelas da Alma, de 2002, com direção de João Jardim e Walter Carvalho. Nele, “dezenove pessoas com diferentes graus de deficiência visual, da miopia discreta à cegueira total, falam como se vêem, como vêem os outros e como percebem o mundo. O escritor e prêmio Nobel José Saramago, o músico Hermeto Paschoal, o cineasta Wim Wenders, o fotógrafo cego franco-esloveno Evgen Bavcar, o neurologista Oliver Sacks, a atriz Marieta Severo, o vereador cego Arnaldo Godoy, entre outros, fazem revelações pessoais e inesperadas sobre vários aspectos relativos à visão: o funcionamento fisiológico do olho, o uso de óculos e suas implicações sobre a personalidade, o significado de ver ou não ver em um mundo saturado de imagens e também a importância das emoções como elemento transformador da realidade ­ se é que ela é a mesma para todos” (sinopse). O vídeo provavelmente vai aparecer pequeno aqui no blog, então aqui vai o link para o Google Videos.

Who are you?

Who are you? é o projeto do brasileiro Leandro Badalotti, que encontra pessoas no metrô de Nova Iorque, vai atrás de suas histórias e explora suas relações com o lugar e com suas próprias histórias de vida. Leandro considera o projeto como uma tentativa de entender melhor a cidade e conhecer as pessoas que nela vivem, como vivem e reinventam a si mesmas, ou talvez apenas uma justificativa para iniciar uma conversa.

Eu sempre soube que meu ponto de interesse estava nas ruas, mas pessoas. Isso é resultado direto daquela clássica sensação de se achar perdido num lugar novo e tão diferente de casa. E o ambiente que mais me surpreendia era justamente o metrô“, conta em seu blog. “…ali circulam milhares de pessoas, dividindo o mesmo espaço, fazendo aqueles minutos se tornarem parte da rotina de vários dias da semana, e parecia que nada conseguia abalar o individualismo e a aparente ausência de atenção/curiosidade pela pessoa ao lado. Os livros, jornais, e-readers, iPods contribuem pra isso, lógico. Mas eu também acho que no fundo, parte dessas pessoas têm sim algum interesse em saber quem é, afinal, a pessoa ali da frente, pra onde ela está indo, porque está carregando esse cachorro…? E onde será que esse camarada dormindo deve descer? E quais as histórias dessas tatuagens?

Foram necessárias várias abordagens frustradas, ideias abandonadas pelo caminho, novas descobertas apareciam em cada novo personagem, e noites e mais noites editando e revendo para encontrar qual a históriade cada um. Sempre acreditei que para formatos como esse o que funciona melhor não é tentar apresentar a biografia de um personagem, e sim desenvolver uma história, encontrar um assunto que seja mais relevante em sua vida e narrá-lo através do depoimento e das imagens.”

 

 

 

 

 

Site do Leando Badalotti.

Tem dias que a gente está meio assim

No! Having a Blog Doesn’t Make You a Blogger

O amg @diegogoes dividiu essa série de pôsteres brutalmente honestos no GReader um dia desses, achei o máximo!

Pessoas em festivais

Fiquei encantado com essas fotos de Alina Nikitina de pessoas em festivais de música.

E por falar em saudade…

Em 1984, John Ewing Dreyfous partiu dos Estados Unidos para uma viagem pelo leste da Europa até a Índia. Ele tinha 24 anos, nunca mais voltou e nem se sabe ao certo o que aconteceu com ele. Acredita-se que tenha desaparecido enquanto viajava de bicicleta pela região montanhosa da Caxemira, ao sul do Himalaia. Alguns especialistas afirmam que um acidente naquela região da Índia é extremamente perigoso por causa das condições do lugar (Caxemira significa “terra sem água”, pra se ter uma ideia). Apesar de tudo, desde então, quase três décadas sem notícias concretas de John, sua mãe ainda mantém uma vigília incessante na espera do retorno do seu filho, movida por um amor incondicional e uma crença inabalável de que ele ainda possa estar vivo.

A história impressionante dessa jornada emocional e espiritual de uma mãe na esperança de que o seu filho desaparecido há muitos anos volte é contada em Wait For Me, um filme incrível de 2008 do documentarista Ross Kauffman, ganhador do Oscar de 2005 com Born Into Brothels: Calcutta’s Red Light Kids.